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TERRA À VISTA

No passado dia 2 de Junho, teve lugar no Jardim Botânico da Ajuda do Instituto Superior de Agronomia o evento “Diálogos sobre Política Científica“, organizado pelo TERRA – Laboratório para a sustentabilidade do uso da terra e dos serviços de ecossistemas, que foi recentemente aprovado no âmbito do concurso de atribuição do estatuto de Laboratórios Associados por parte da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT).
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Este evento reuniu a coordenadora do TERRA, Teresa Ferreira, os directores das unidades de I&D que compõem o Laboratório Associado, e contou com a presença de Manuel Heitor, Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, e Helena Pereira, presidente da FCT. A sessão teve ainda a intervenção de António Vaz Carneiro, director do ISAMB, e de Daniel Salvador, que concluiu recentemente o seu doutoramento em saúde ambiental no âmbito do Programa Doutoral FCT EnviHealth&Co.

SEMANA EUROPEIA DE SAÚDE PÚBLICA

A Semana Europeia de Saúde Pública é organizada pela Associação Europeia de Saúde Pública. Decorre entre 17 e 21 de Maio de 2021 e junta mais 200 iniciativas de 40 países.
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Em Portugal, o ISAMB/FMUL irá estar representado em duas iniciativas: no dia 17 de Maio, pelas 13h00, Leonor Bacelar Nicolau, numa sessão intitulada “Health agencies’ infodemics challenges: engagement pre/during pandemic“, irá apresenta um estudo de caso sobre os desafios colocados pela ‘infodemia’ às agências de saúde (inscrições aqui); no dia 21 de Maio, pelas 15h00, Margarida Gaspar de Matos, Tânia Gaspar, Osvaldo Santos, Cátia Branquinho, Ana Virgolino e Cátia Magalhães participam na webinar “Being the captain of your health and of your planet’s health” (inscrições aqui).

UMA TESE DE DOUTORAMENTO QUE NÃO FICARÁ NA PRATELEIRA

O momento é solene. Perante um júri exigente e um público distante, no passado dia 24 de Fevereiro, Daniel Salvador defendeu a sua tese de doutoramento. Nela evidenciou a importância da monitorização dos vírus entéricos, tanto em águas residuais como em águas para consumo humano. Fez a sua apresentação inicial, procurou responder às perguntas dos membros do júri, discutiu resultados, métodos. No meio de algum ruído, ouviu palavras de reconhecimento pelo seu trabalho, pela sua dedicação, pela sua resiliência. No final, foi aprovado, tornando-se assim no segundo a concluir o Programa de Doutoramento EnviHealth&Co. «Já em criança dizia que um dia havia de tirar um doutoramento», confessa. Esse dia chegou aos 28 anos de idade.
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Daniel Salvador concluiu o curso de biologia em 2012. Embora pouco convencido, teve uma experiência na área da zoologia. Porém, a saúde era o que o mais cativava. Assim, cativado e motivado, inscreve-se no Mestrado em Biologia Humana e Ambiente, na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Logo aí começa a interessar-se pelas águas, tendo apresentado uma dissertação sobre cianobactérias tóxicas. A parte laboratorial do seu trabalho é feita no Instituto de Saúde Doutor Ricardo Jorge. Ler mais…

NOVA TASK FORCE INTEGRA MEMBROS DO ISAMB

Margarida Gaspar de Matos, coordenadora do grupo de investigação “Ambientes de suporte para o desenvolvimento do indivíduo ao longo da vida“, e Osvaldo Santos, coordenador do Laboratório de Comportamentos de Saúde Ambiental, ambos do Instituto de Saúde Ambiental, integram a nova Task Force nomeada pela Senhora Ministra da Saúde.
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O objectivo principal deste grupo de trabalho consiste em assessorar o Governo de Portugal para o desenvolvimento de uma estratégia que tenha em conta a variável comportamental, tanto ao nível individual como comunitário. Considerando que os comportamentos preventivos são, no actual contexto, cruciais na resposta eficaz à pandemia, esta Task Force terá como tarefa produzir evidência sobre o comportamento dos portugueses na resposta à pandemia que possa ser posteriormente usada na implementação de estratégias de comunicação mais efectivas e eficazes.

NASCEU O TERRA, UM LABORATÓRIO ASSOCIADO

Foram hoje divulgados os resultados provisórios do Concurso para atribuição de Estatuto de Laboratório Associado. Entre as candidaturas aprovadas está o TERRA, um Laboratório para a Sustentabilidade do Uso da Terra e do Serviços de Ecossistemas, que agrega um conjunto de instituições de investigação, entre as quais o Instituto de Saúde Ambiental da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa. O Estatuto de Laboratório Associado é atribuído por um período de 10 anos.
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O TERRA integra as seguintes instituições: Centro de Estudos Florestais, Instituto Superior de Agronomia, Universidade de Lisboa; Centro de Ecologia Funcional, Universidade de Coimbra; Centro de Estudos Geográficos, Instituto de Geografia e Ordenamento do Território, Universidade de Lisboa; Instituto de Saúde Ambiental, Faculdade de Medicina, Universidade de Lisboa; Centro de Investigação em Agronomia, Alimentos, Ambiente e Paisagem, Instituto Superior de Agronomia, Universidade de Lisboa.

VINTE CENTÍMETROS SEPARAM JOVENS MAIS ALTOS DOS MAIS BAIXOS E A EXPLICAÇÃO PODE ESTAR NO QUE COMEM

O ditado popular diz-nos que deitar cedo e cedo erguer, dá saúde e faz crescer. No entanto, tão ou mais importante que uma boa noite de sono é aquilo que se come. Esta é a conclusão de um artigo recente, publicado na prestigiada revista britânica The Lancet, que reuniu 65 milhões de crianças e adolescentes de 197 países.

Os jovens mais altos do mundo estão em países como Holanda, Montenegro, Estónia, e Bósnia e Herzegovina, para os jovens com 19 anos, e Holanda, Montenegro, Dinamarca e Islândia, para as jovens. Já os mais baixos encontram-se em Timor-Leste, Laos, Ilhas Salomão e Papua Nova Guiné, para os jovens, e Guatemala, Bangladesh, Nepal e Timor-Leste, para as jovens de 19 anos. Uma diferença de 20 cm separa os mais altos dos mais baixos.

Para além da altura, neste estudo foi também avaliado o índice de massa corporal (IMC), que relaciona o peso e a altura e que é usado habitualmente como um indicador do estado de desenvolvimento e saúde. Contas feitas, os jovens com valores de IMC mais elevados encontram-se nas Ilhas do Pacífico, no Kuwait, nas Bahamas, no Chile, nos Estados Unidos da América e na Nova Zelândia, para jovens de ambos os sexos. Por sua vez, países como a Índia, o Bangladesh, Timor-Leste, Etiópia e Chade registam os valores mais baixos, para jovens de ambos os sexos, e o Japão e a Roménia nas jovens. Ler mais…


SOFRIMENTO PSICOLÓGICO DOS PORTUGUESES NO CONTEXTO DA PANDEMIA

De acordo com o relatório final do estudo SM-COVID19, 33,7% da população em geral e 44,8% dos profissionais de saúde mostraram sinais de sofrimento psicológico durante o período de confinamento. As percentagens são ainda mais elevadas entre quem esteve a tratar doentes com COVID-19.

Nos primeiros oito meses de 2020, foram vendidas mais de 6,5 milhões de embalagens de antidepressivos, um aumento de cerca de 5% em relação a 2019, segundo dados do Infarmed. O estudo SM-COVID19, promovido pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, em parceria com o Instituto de Saúde Ambiental da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa e a Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental, e financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia no âmbito do apoio “RESEARCH 4 COVID-19”, visou caracterizar a saúde mental e o bem-estar da população Portuguesa e dos profissionais de saúde entre maio e agosto de 2020, e permitiu identificar grupos mais vulneráveis e fatores preditores de sofrimento psicológico. Ler mais…


PROJECTO EUROPEU VAI CRIAR INFRAESTRUTURA DE PARTILHA DE INFORMAÇÃO CIENTÍFICA SOBRE A COVID-19

No passado dia 19 de Novembro realizou-se a reunião de lançamento do projecto «PHIRI – Population Health Information Research Infrastructure for COVID-19». Financiado no âmbito do programa Horizonte 2020, o projecto PHIRI surge em resposta à actual crise de saúde pública provocada pela pandemia COVID-19. Tem por objectivo criar uma infraestrutura de agregação da melhor evidência científica sobre a saúde e o bem-estar das populações para que possa ser partilhada e usada por todos os países, em particular na área da ciência da população. O projecto permitirá, assim, melhorar a coordenação entre os países europeus na investigação sobre a COVID-19 e apoiar os políticos nos processos de tomada de decisão.

«Research methodologies to assess the impact of COVID-19» é uma das linhas de investigação do projecto PHIRI e é liderada por Paulo Nogueira, investigador do ISAMB/FMUL. O objectivo desta linha consiste em apoiar os países europeus a compreender o impacto da COVID-19 no bem-estar e na saúde da população, usando para tal uma abordagem multidisciplinar, com o fim último de os preparar melhor tanto para as crises actuais como as futuras.


ISAMB/FMUL ASSINA PROTOCOLO COM CÂMARA MUNICIPAL DE LISBOA

Com vista à produção de conhecimento científico, formação e consultoria para o desenvolvimento de projetos científicos na área da saúde​, a Câmara Municipal de Lisboa (CML) e o Instituto de Saúde Ambiental (ISAMB) da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa (FMUL) assinaram um protocolo de colaboração.

José Sá Fernandes, vereador da CML, Fausto J. Pinto, director da FMUL, e António Vaz Carneiro, director do ISAMB, firmaram o protocolo no decorrer da conferência Lisboa mais verde e mais saudável: os desafios da poluição atmosférica, que teve lugar no passado dia 10 de Novembro, na Culturgest. Nas palavras de Fausto J. Pinto, director da FMUL, “é um privilégio para a Faculdade de Medicina poder concretizar este tipo de colaboração com a Câmara Municipal e, sobretudo, em poder colaborar na produção científica na área da saúde que possa ajudar os políticos a tomarem as suas decisões de um modo o mais informado possível”.


ENVIRONMENTAL CRISIS-RELATED INEQUITIES

No passado dia 26 de Setembro, realizou-se a webinar Environmental crisis-related inequities, organizada pelo Instituto de Saúde Ambiental da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, integrada nas celebrações do Dia Mundial da Saúde Ambiental.

Esta webinar contou a participação, como oradores convidados, de Tony Wainright (University of Exeter, UK), cuja conferência versou o tema “Psychology, human rights and the climate and environmental crisis“, e de Connie Roser-Renouf (Center for Climate Change Communication, George Mason University, USA), que apresentou uma conferência intitulada “Communicating climate change health impacts to diverse audiences“. Veja ou reveja a webinar aqui.