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SOFRIMENTO PSICOLÓGICO DOS PORTUGUESES NO CONTEXTO DA PANDEMIA

De acordo com o relatório final do estudo SM-COVID19, 33,7% da população em geral e 44,8% dos profissionais de saúde mostraram sinais de sofrimento psicológico durante o período de confinamento. As percentagens são ainda mais elevadas entre quem esteve a tratar doentes com COVID-19.

Nos primeiros oito meses de 2020, foram vendidas mais de 6,5 milhões de embalagens de antidepressivos, um aumento de cerca de 5% em relação a 2019, segundo dados do Infarmed. O estudo SM-COVID19, promovido pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, em parceria com o Instituto de Saúde Ambiental da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa e a Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental, e financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia no âmbito do apoio “RESEARCH 4 COVID-19”, visou caracterizar a saúde mental e o bem-estar da população Portuguesa e dos profissionais de saúde entre maio e agosto de 2020, e permitiu identificar grupos mais vulneráveis e fatores preditores de sofrimento psicológico. Ler mais…


PROJECTO EUROPEU VAI CRIAR INFRAESTRUTURA DE PARTILHA DE INFORMAÇÃO CIENTÍFICA SOBRE A COVID-19

No passado dia 19 de Novembro realizou-se a reunião de lançamento do projecto «PHIRI – Population Health Information Research Infrastructure for COVID-19». Financiado no âmbito do programa Horizonte 2020, o projecto PHIRI surge em resposta à actual crise de saúde pública provocada pela pandemia COVID-19. Tem por objectivo criar uma infraestrutura de agregação da melhor evidência científica sobre a saúde e o bem-estar das populações para que possa ser partilhada e usada por todos os países, em particular na área da ciência da população. O projecto permitirá, assim, melhorar a coordenação entre os países europeus na investigação sobre a COVID-19 e apoiar os políticos nos processos de tomada de decisão.

«Research methodologies to assess the impact of COVID-19» é uma das linhas de investigação do projecto PHIRI e é liderada por Paulo Nogueira, investigador do ISAMB/FMUL. O objectivo desta linha consiste em apoiar os países europeus a compreender o impacto da COVID-19 no bem-estar e na saúde da população, usando para tal uma abordagem multidisciplinar, com o fim último de os preparar melhor tanto para as crises actuais como as futuras.


ISAMB/FMUL ASSINA PROTOCOLO COM CÂMARA MUNICIPAL DE LISBOA

Com vista à produção de conhecimento científico, formação e consultoria para o desenvolvimento de projetos científicos na área da saúde​, a Câmara Municipal de Lisboa (CML) e o Instituto de Saúde Ambiental (ISAMB) da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa (FMUL) assinaram um protocolo de colaboração.

José Sá Fernandes, vereador da CML, Fausto J. Pinto, director da FMUL, e António Vaz Carneiro, director do ISAMB, firmaram o protocolo no decorrer da conferência Lisboa mais verde e mais saudável: os desafios da poluição atmosférica, que teve lugar no passado dia 10 de Novembro, na Culturgest. Nas palavras de Fausto J. Pinto, director da FMUL, “é um privilégio para a Faculdade de Medicina poder concretizar este tipo de colaboração com a Câmara Municipal e, sobretudo, em poder colaborar na produção científica na área da saúde que possa ajudar os políticos a tomarem as suas decisões de um modo o mais informado possível”.


ENVIRONMENTAL CRISIS-RELATED INEQUITIES

No passado dia 26 de Setembro, realizou-se a webinar Environmental crisis-related inequities, organizada pelo Instituto de Saúde Ambiental da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, integrada nas celebrações do Dia Mundial da Saúde Ambiental.

Esta webinar contou a participação, como oradores convidados, de Tony Wainright (University of Exeter, UK), cuja conferência versou o tema “Psychology, human rights and the climate and environmental crisis“, e de Connie Roser-Renouf (Center for Climate Change Communication, George Mason University, USA), que apresentou uma conferência intitulada “Communicating climate change health impacts to diverse audiences“. Veja ou reveja a webinar aqui.


CONFERÊNCIA “LISBOA MAIS VERDE E MAIS SAUDÁVEL: OS DESAFIOS DA POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA

No passado dia 10 de Novembro, teve lugar, na Culturgest, a conferência Lisboa mais verde e mais saudável: os desafios da poluição atmosférica, organizada pela Câmara Municipal de Lisboa, no âmbito da Capital Verde Europeia, em parceria com o Instituto de Saúde Ambiental da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, a Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa e a Caixa Geral de Depósitos.

Esta conferência pretendeu efetuar um diagnóstico da cidade ao nível das políticas ambientais, avaliar o impacto do ambiente urbano na saúde, no bem-estar da população e na economia da cidade, e ainda analisar os efeitos nocivos na saúde induzidos e acelerados por fatores de contaminação ambiental (epidemias e pandemias), procurando reduzir a sua incidência, prevenir novas ameaças e reforçar a ação neste domínio, dando especial atenção aos grupos mais vulneráveis. Pode ver ou rever a conferência aqui.


ATIVIDADE FÍSICA ASSOCIADA A MENOS SINTOMAS DE DEPRESSÃO EM IDOSOS

Um estudo, desenvolvido em 18 países, analisou hábitos de pessoas com mais de 50 anos, tendo concluído que a prática de atividade física pelo menos uma vez por semana está associada a menos sintomas de depressão.

A influência da atividade física sobre a depressão pode ser explicada por mecanismos biológicos e psicológicos. Para além dos benefícios no organismo, contribui também para uma maior autoestima e autoconfiança, ao mesmo tempo que potencia a interação social. «Uma das explicações tem a ver com a socialização. Se a atividade física for praticada em interação social, tanto melhor» esclarece Adilson Marques, autor principal do estudo. «Isto porque, quem sofre de depressão, passa demasiado tempo a pensar nos seus problemas. Quando damos uma atividade intensa a essa pessoa e um objetivo para cumprir, como ganhar um jogo, a pessoa alheia-se temporariamente desses pensamentos», acrescenta. Ler mais…


APA ATRIBUI PRÉMIO A MARGARIDA GASPAR DE MATOS

A Divisão de Psicologia Internacional da Associação Americana de Psicologia (APA) atribuiu o Global Citizen Psychologist Citation Award a Margarida Gaspar de Matos, psicóloga clínica e psicoterapeuta, e coordenadora do grupo de investigação “Ambientes de Suporte” do Instituto de Saúde Ambiental da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa.

Este prémio reconhece o contributo de psicólogos excepcionais que se empenharam em colocar os seus conhecimentos e a sua experiência em psicologia ao serviço e em benefício da sua comunidade. Os Global Citizen Psychologists assumem, assim, uma posição de embaixadores da ciência psicológica nas suas comunidades. O prémio irá ser formalmente atribuído na convenção da APA em 2021.


ISAMB PARTICIPA EM LIMPEZA COSTEIRA

Integrado no Dia Internacional de Limpeza Costeira, promovido pela Fundação Oceano Azul, o Instituto de Saúde Ambiental da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa associou-se à Associação Bandeira Azul da Europa (ABAE) e à Câmara Municipal de Almada numa iniciativa de limpeza de praia, que decorreu no passado dia 19 de Setembro.

Sob a ameaça da depressão Paulette, que no dia anterior tinha feito estragos nos Açores, a primeira luz da madrugada revelou um dia ameno. Alegrados pela maresia e pela marulhada, os 28 participantes foram-se aproximando, com a segurança imposta pelas actuais circunstâncias pandémicas, do areal da praia da Mata, uma das praias da Costa da Caparica. As bandeiras azuis marcavam o ponto de encontro.

Catarina Gonçalves, coordenadora nacional da ABAE, começa por fazer uma apresentação inicial sobre o tipo de lixo que é mais comum encontrar numa praia. Independentemente da forma ou da sua utilidade, a composição do material é denunciada. O plástico prevalece, em várias escalas, desde os brinquedos de plástico perdidos durante um dia de praia, acumulados até onde a maré é capaz de chegar, passando pelos invólucros das palhinhas e os pauzinhos do chupa, até aos fragmentos de plástico que se reduzem à nanoescala, impossibilitando a sua identificação. Ler mais…


NOVAS ORIENTAÇÕES PERMITEM MELHORAR OS CUIDADOS MÉDICOS PRESTADOS ÀS PESSOAS COM DEMÊNCIA

Em 2019, 20 milhões de pessoas foram diagnosticadas com demência. Esta é a estimativa que a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento (OCDE) apresenta no relatório Health at a Glance 2019, que avalia o estado da Saúde dos 36 países que integram esta organização. Caso se mantenha a tendência de crescimento dos últimos anos, prevê-se que, em 2050, o número duplique, atingindo os 41 milhões.

Com o objectivo de melhorar os cuidados médicos prestados às pessoas com demência, dezasseis especialistas, de 11 países europeus, incluindo Portugal, decidiram elaborar um estudo, publicado recentemente no European Journal of Neurology, que resultasse num conjunto de orientações clínicas baseadas na melhor evidência científica disponível, ainda que, como esclarece Ana Verdelho, uma das autoras do estudo, a evidência científica da eficácia dos tratamentos comuns aplicados a pessoas com demência seja «escassa» e que, justamente por isso, «pode originar uma variabilidade nos tratamentos de alguns problemas clínicos». Ler mais…


COMUNICAÇÃO E LITERACIA EM SAÚDE (PSICOLÓGICA)

No passado dia 16 de Julho, realizou-se mais um programa do Debate à 5.ª, uma iniciativa da Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP) que tem por objectivo por em debate diferentes perspectivas sobre os múltiplos desafios que estes tempos pandémicos têm revelado.

Dedicado ao tema “Comunicação e Literacia em Saúde (Psicológica)“, neste programa procurou-se debater a importância da comunicação e da literacia em saúde (psicológica), bem como o papel dos psicólogos neste processo. Este debate contou com a participação de dois psicólogos clínicos e da saúde, Ana Rita Goes (Escola Nacional de Saúde Pública, Universidade Nova de Lisboa) e Osvaldo Santos (Instituto de Saúde Ambiental da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, Hospital da Cruz Vermelha Portuguesa), tendo como moderador Tiago Pereira, coordenador do Gabinete de Crise COVID-19 da OPP. Veja ou reveja o debate aqui.


CICLO DE WEBINARS: NÃO HÁ LONGE NEM DISTÂNCIA

O ciclo de webinarsNão há longe nem distância“, organizado pelo Instituto de Saúde Ambiental (ISAMB) da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa (FMUL) e a Escola Básica n.º 1 do Feijó (Almada), teve como objectivo ajudar pais e encarregados de educação, professores e educadores a entender o que é um vírus, o que é um coronavírus, como ele desafia o nosso organismo, o que a ciência tem feito, o que falta fazer, mas também para reflectir sobre os principais desafios que esta pandemia trouxe para as famílias, as crianças, a Escola, quer ao nível da alimentação quer ao nível dos comportamentos.

A primeira webinar teve como tema “Alimentação em tempos de pandemia“ e ficou a cargo de Telma Nogueira, nutricionista e investigadora no Laboratório de Nutrição da FMUL. Osvaldo Santos, psicólogo clínico e da saúde, coordenador do Laboratório de Comportamentos de Saúde Ambiental do ISAMB/FMUL, na segunda webinar, abordou o tema “À procura de novos hábitos: das intenções a formas de ser e estar“. O ciclo encerrou com uma webinar dedicada ao tema “A pandemia explicada em 4 actos“, conduzida pelo bioquímico Miguel Castanho, professor catedrático da FMUL e investigador principal do Instituto de Medicina Molecular João Lobo Antunes. Ler mais…


RELAÇÃO ENTRE DESNUTRIÇÃO, FUNCIONALIDADE E DESEMPENHO COGNITIVO EM IDOSOS

Em Portugal, 13,3% dos idosos com 65 ou mais anos, a viver na comunidade e sem compromisso cognitivo, encontram-se em estado de desnutrição ou em risco de desnutrição, com maior prevalência nas mulheres com mais de 85 anos e com menos escolaridade. Por sua vez, 29,4% apresentam limitações nas actividades relacionadas com a sua vida diária, como seja usar o telefone, fazer compras, preparar refeições, lavar roupa, utilizar um meio de transporte, fazer as lides domésticas, gerir adequadamente a toma da medicação ou levantar dinheiro numa caixa multibanco.

Estes resultados inserem-se num estudo levado a cabo por Mónica Fialho, nutricionista e investigadora do Laboratório de Comportamentos de Saúde Ambiental do Instituto de Saúde Ambiental. Tomando por base os dados recolhidos no âmbito do projecto PEN-3S, a investigadora procurou avaliar o efeito moderador da função cognitiva na associação entre estados nutricional e funcional em idosos não institucionalizados, em Portugal, e sem compromisso cognitivo. Ler mais…


ADOLESCENTES PORTUGUESES PRATICAM MENOS ACTIVIDADE FÍSICA E GOSTAM POUCO DA ESCOLA

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que os adolescentes pratiquem diariamente, pelo menos, 60 minutos de actividade física moderada a vigorosa. Porém, segundo o recente estudo Health Behaviour in School-aged Children (HBSC), os adolescentes portugueses são dos menos activos, praticando cada vez menos actividade física, quer moderada quer vigorosa, com particular destaque para os rapazes com 13 anos.

Entre os mais activos estão os jovens que integram famílias com um nível socioeconómico mais elevado. Para a psicóloga Margarida Gaspar de Matos, coordenadora da equipa portuguesa do estudo, “estes jovens têm uma possibilidade maior de se movimentarem, de terem equipamento adequado, de pagar uma mensalidade de um ginásio e, portanto, uma maior probabilidade de adquirirem hábitos de exercício físico”. Ademais, “a actividade física na escola”, acrescenta, “tem tradicionalmente carências de instalações, quer para a prática quer em questões de higiene com, por exemplo, a possibilidade de duche, sendo também frequente os jovens queixarem-se da falta de condições de segurança nos balneários”. Ler mais…