Reports

2020


Almeida T, Heitor MJ, Santos O, Costa A, Virgolino A, Rasga C, Martiniano H, Vicente A, Saúde mental em tempos de pandemia – SM-COVID-19: policy brief. Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, IP, Outubro de 2020, 15 pp.

“A pandemia COVID-19 provocou alterações profundas nos estilos de vida, com potencial impacto na Saúde Mental (SM) e no Bem-Estar (BE) das populações, podendo conduzir a ansiedade, depressão, perturbação de stress pós-traumático e burnout. Neste contexto de pandemia, muitas das alterações ocorridas têm sido apontadas como responsáveis por impactarem negativamente na saúde mental e no bem-estar psicológico, em particular das pessoas infetadas e dos profissionais de saúde que delas cuidam. Isto decorre de diversos fatores, entre eles, medo e incerteza percecionados pelos indivíduos, medidas de saúde pública adotadas, como o distanciamento físico na sua manifestação mais extrema, como seja o confinamento, consequências socioeconómicas (e.g., perda de rendimento, desemprego), e, também, os potenciais efeitos diretos do vírus no sistema nervoso central. Importa assim tomar medidas promotoras de BE e de reforço da SM, e de mitigação do sofrimento psicológico na população geral, e em particular nos profissionais na linha da frente, nomeadamente nos profissionais dos serviços de saúde, nos cidadãos em isolamento ou quarentena, nas pessoas infetadas com SARS-CoV-2 e nos doentes com COVID-19. A aproximação do período de gripe sazonal e o atual aumento de casos de doentes com COVID-19 vão, provavelmente, resultar em maior vulnerabilidade de um número também potencialmente maior de pessoas. Apesar de a pandemia ser, num primeiro nível, uma crise de saúde física e uma crise social, no caso de não virem a ser implementadas medidas de SM e BE em tempo útil, poderá vir a tornar-se uma grave crise de SM, com todas as implicações que tal tem em termos de custos humanos, familiares, sociais e de despesa pública em saúde, bem como em termos de redução da produtividade a nível nacional.”


Almeida T, Heitor MJ, Santos O, Costa A, Virgolino A, Rasga C, Martiniano H, Vicente A, Saúde mental em tempos de pandemia – SM-COVID-19: relatório final. Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, IP, Outubro de 2020, 222 pp.

“A Pandemia de COVID-19 está a ter impacto na saúde global das populações, nomeadamente na saúde mental, como consequência direta da infeção viral, mas também devido às alterações sociais e económicas resultantes em grande parte das medidas adotadas para controlar a disseminação do vírus na comunidade mundial. Neste contexto, muitas das alterações ocorridas têm sido apontadas como responsáveis por impactarem negativamente na saúde mental e no bem-estar psicológico, em particular das pessoas infetadas e dos profissionais de saúde que delas cuidam. Isto decorre de diversos fatores, entre eles, medo e incerteza percecionados pelos indivíduos, medidas de saúde pública adotadas, como o distanciamento físico na sua manifestação mais extrema, como seja o confinamento, consequências socioeconómicas (e.g., perda de rendimento, desemprego), e, também, os efeitos diretos do vírus no sistema nervoso central. Conhecer o estado da saúde mental dos cidadãos com mais de 18 anos residentes em Portugal, no contexto dos primeiros meses de vivência com a pandemia da COVID-19 em Portugal e, em particular, indicadores de ansiedade, depressão, perturbação de stress pós-traumático e burnout, bem como identificar determinantes de resiliência e vulnerabilidade nesta população, e fundamental para a adoção de medidas que possam mitigar o sofrimento psicológico e promover a saúde mental e o bem-estar da população Portuguesa, quer durante a pandemia quer após o controlo epidemiológico da mesma. Com esta finalidade, foi desenvolvido o estudo SM-COVID19, coordenado pelo Departamento de Promoção da Saúde e Prevenção de Doenças Não Transmissíveis do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, em colaboração com o Instituto de Saúde Ambiental da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa e com a Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental.”


Virgolino A, Santos O, Martins R, Report on ongoing activities and existing data and data gaps. Deliverable Report D7.8. WP7 Survey design and fieldwork preparation. HBM4EU. December, 2020. 47 pp.

“Human Biomonitoring (HBM) has long been used by scientists as a tool to assess human exposure to chemicals. The recent expansion of HBM as a key field of study has brought an exponential increase of scientific production in the area and an additional difficulty of developing tools to consistently map ongoing or concluded, but not published, studies. Within the context of Task 7.1 of the HBM4EU initiative, an online easily accessible HBM platform compiling studies and samples addressing the 1st and 2nd prioritiy substances was developed, based on the 2017 and 2018 questionnaire. This platform entails both published and unpublished work, thus addressing the difficulties of identifying under-reported studies.

Some of the platform functionalities include: i) severel levels of access for registered users, ii) personalised search by key indicators and possibility to download the search results, iii) easy navigation throughout the main areas of the questionnaire, including a variable map to effortlessly navigate to specific indicators in the platform, iv) summary of statistics of the studies included in the platform.”


REACT-COVID – Inquérito sobre alimentação e atividade física em contexto de contenção social. Lisboa: Direcção-Geral da Saúde, 2020. 15 pp.

Os portugueses praticaram menos actividade física e aumentaram o consumo de snacks doces, frutas e hortícolas durante o período de confinamento no âmbito da pandemia de COVID-19. Estas são algumas das conclusões do Inquérito Nacional sobre os comportamentos alimentares e de atividade física durante o período de confinamento social, realizado pela Direção-Geral da Saúde, em parceria com o Laboratório de Comportamentos de Saúde Ambiental do Instituto de Saúde Ambiental da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa

 

 

.

2019


Santos RR, Virgolino A, Santos O, Costa J, Evans D, Mulcahy M, Murray C, Sepai O, Ubong D, Carr K, Vicente JL, Uhl M, Tripolt T, Report of the citizens’ focus groups. Additional Deliverable Report AD4.1. WP4 Prioritisation and input to the annual workplan. HBM4EU. November, 2019. 105 pp.

“As part of the European Human Biomonitoring Initiative in Europe (HBM4EU), a joint effort of 28 countries, the European Environment Agency and the European Commission, an exploratory activity using focus groups linked with T4.1, was undertaken in 2018. Its aim was to gain information on the interests, needs, and questions of European citizens with regard to exposure to chemicals in their daily lives and opinions about possible future actions on Human Biomonitoring. The first focus group was conducted in Austria, in February 2018. Due to its relevancy (Outreach to European Citizens) in the prioritisation process at the time and the citizen’s input in public concern, the activity was extended into 2019.

The focus group activity in 2019 included the organisation of a workshop with citizens from different backgrounds and age groups, as well as the dissemination of an online survey in three countries of the HBM4EU consortium: Portugal, Ireland and the United Kingdom.” 


AA VV. Nutr-HIA – Improving nutrition labelling in Portugal / Health Impact Assessment – Final Report. Lisboa: Direção-Geral da Saúde, 2019. ISBN 978-972-675-293-6

“Scientific evidence shows that mandatory nutrition declaration can be difficult to understand by consumers. According to a previous study conducted in the Portuguese population, 40% of Portuguese consumers did not understand the nutrition information presented on food labels. To face this misunderstanding, severalcountries have implemented consumer-friendly front-of-pack nutrition labelling based on the scientific evi- dence available for their national contexts. The use of interpretative front-of-pack nutrition labels (FOP-NL) is considered one of the best options to promote healthy food choices and consequently to prevent and control non-communicable diseases.

In Portugal, a Government-endorsed policy on interpretative nutrition labelling is not yet implemented. However, several national economic operators from the food sector are already using different FOP-NL. The coexistence of multiple nutrition labelling systems in food products in Portugal in an unregulated way can benot favorable for the consumer understanding and, the FOP-NL systems used by the different food industry operators can not be the most adapted for the Portuguese consumers.

Thus, there is a need to evaluate the impact of different FOP-NL in terms of their contribution to promote better informed food choices and promote healthy food habits. The final goal is to provide scientific evidence that could support a set of evidence-based recommendations that can be used by policymakers’ decision concerning the implementation of a proper approach on nutrition labelling.”