Este ano realizou-se mais uma edição do Congresso Mundial de Psiquiatria (18ª Edição), desta vez, na cidade do México, entre 27 a 30 de Setembro. O encontro contou com a presença de especialistas internacionais na área da psiquiatria, tendo sido uma oportunidade para o ISAMB mostrar dois dos seus projectos associados aos temas em agenda.

Com o objectivo de estimular a discussão sobre os mais recentes avanços na área da psiquiatria, durante os quatro dias do congresso foi possível assistir a mais de 100 simpósios, que abordaram técnicas inovadoras de prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças mentais. Também o Instituto de Saúde Ambiental (ISAMB) e o Instituto de Medicina Preventiva e Saúde Pública (IMP&SP) da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa (FMUL) se fizeram representar pela Doutora Joana Costa e pela Doutora Maria João Heitor.

Doutora Joana Costa

A Doutora Joana Costa, bióloga e investigadora do ISAMB, apresentou o protocolo do projecto MaMH@Work: Maternal Mental Health at the Workplace, recentemente submetido a uma call H2020; a Doutora Maria João Heitor, Assistente Graduada Sénior de Psiquiatria, Directora do Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental e Directora do Serviço de Psiquiatria do Hospital Beatriz Ângelo, e investigadora do ISAMB, apresentou um póster sobre promoção de saúde mental e prevenção da doença mental no local de trabalho e no desemprego.

Doutora Maria João Heitor

No projecto Emprego Saudável, financiado pelas EEA Grants, foi definida e implementada uma intervenção dirigida a desempregados e a profissionais que lidam com estas populações, visando a promoção de literacia em saúde mental, a redução de estigma relacionado com doença mental, a adopção de estilos de vida saudáveis, o treino de aptidões de comunicação e de resolução de conflitos na população desempregada. A intervenção tem também como finalidade melhorar o engagement e prevenir o burnout dos profissionais que trabalham com a população desempregada ou em contexto de trabalho temporário. Para optimizar esta intervenção em futuros projectos, efectuou-se uma avaliação de impacte na saúde mental e bem-estar (Maio a Setembro 2016). Daqui resultou um conjunto de recomendações para informar decisores políticos com base na identificação de indicadores de: melhoria do acesso a formação e desenvolvimento de competências psicossociais e relacionadas com literacia em saúde mental, aumento do engagement de gestores na promoção da saúde mental e bem-estar, envolvimento de stakeholders-chave, investimento no apoio contínuo a desempregados e profissionais. Estas recomendações e policies são instrumentos muito relevantes por fazerem a ponte entre evidência científica e decisão política.

A Organização Mundial de Psiquiatria já adiantou que no próximo ano será a vez de Lisboa receber a 19ª Edição, em Agosto, sendo possível submeter o resumo até 20 de Fevereiro de 2019.